Série: O que ganha quem corre uma maratona
Descobri que energia não é algo que se busca — é algo que se cultiva.
Durante muito tempo, associei energia apenas à alimentação: proteínas, carboidratos, fibras… tudo aquilo que compõe uma refeição equilibrada. E sim, comer bem é essencial. Mas com o tempo, percebi que a verdadeira energia vai muito além do prato.
“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.”
(Mateus 4:4)
Essa frase ganhou um novo significado quando comecei a treinar para a maratona.
Entendi que o corpo precisa de combustível, mas a mente também.
E que foco, disciplina e mentalidade positiva são tão nutritivos quanto qualquer superalimento.
Energia rápida vs. energia duradoura
Muitas fontes de energia são imediatas, mas passageiras — como a glicose ou a cafeína.
Elas estimulam, mas não sustentam.
E foi aí que percebi: existem outras formas de energia, mais profundas, mais consistentes.
Essa energia vem da mente. Do foco. Da repetição silenciosa que diz: “Você consegue ir mais longe.”
Ou seja, é exatamente isso que me guiou nos treinos.
A progressão que constrói confiança
Se alguém me dissesse para correr 20 km amanhã, sem nunca ter feito isso antes, eu diria: “Não consigo.” Mas se o desafio fosse correr 2 km? Isso já parece possível.
E é assim que se constrói:
🔹2 km hoje.
🔹5 km na semana que vem.
🔹10 km no mês seguinte.
🔹Até que os 42 km da maratona se tornam uma consequência natural da sua evolução.
Essa energia vem da confiança. Da repetição mental que afirma: “Eu já corri dois, consigo correr cinco.”
É um processo de autoafirmação que se multiplica como juros compostos.
Porém quando você percebe, já não é mais a mesma pessoa.
Alimentação consciente: o que, quando e por quê
Claro, a alimentação continua sendo essencial. Mas agora com consciência e propósito.
Quando você treina, seus músculos são danificados para depois se regenerarem mais fortes.
Esse é o processo de ganho de massa muscular.
Dica de leitura no blog:
📌Alimentação para aumentar a concentração – SEMEANDO HÁBITOS
📌Como manter alimentação saudável com a inflação – SEMEANDO HÁBITOS
E ele só acontece de forma eficiente quando há nutrientes de qualidade disponíveis para essa reconstrução.
Comer bem NÃO é viver uma vida chata. A regra dos 80/20 me ajudou muito:
🔺80% do tempo com refeições equilibradas.
🔻20% com liberdade para saborear o que quiser.
Esse equilíbrio é o que torna o processo sustentável e prazeroso.
Disciplina: fazer o que precisa ser feito
“Às vezes faço o que quero e às vezes faço o que tenho que fazer.”
Charlie Brown Jr.
Essa frase me acompanha. Porque disciplina é isso: fazer o que precisa ser feito, mesmo quando não dá vontade.
Com o tempo, o corpo começa a pedir o que realmente precisa.
E dizer “não” ao que não te faz bem se torna mais fácil.
Mas isso não acontece da noite para o dia. Leva tempo, treino e consciência.
O ambiente molda seus hábitos
No livro Hábitos Atômicos, o autor reforça: o ambiente molda nossos hábitos.
Dicas de livros na Amazon:
📕 O poder do hábito (Charles Duhigg)
📗 O jogo mental – Treinamento mental para atletas (Renato Endo)
E se depender só do ambiente, você já começa em desvantagem.
Vivemos cercados por convites à distração: fast food, bebidas, redes sociais… tudo ao alcance de um clique.
Nadar contra essa correnteza é difícil, mas é exatamente aí que nos tornamos mais fortes.
Higiene mental: o combustível invisível
A leitura intencional foi uma das ferramentas mais poderosas que encontrei para manter o foco.
Além disso comecei a estudar estratégias de corrida, técnicas de respiração, hacks mentais para manter a atenção quando a mente começava a vacilar.
Alimentar a mente é tão importante quanto alimentar o corpo.
Reduzi o tempo nas redes sociais e passei a consumir conteúdos que fortalecem.
Até mesmo vídeos curtos que me ajudavam a visualizar o que eu queria replicar nos treinos. Essa seletividade no que absorvo é parte da minha higiene mental.
A maior lição da maratona
Talvez a maior lição da maratona não esteja na linha de chegada, mas no ciclo que te leva até lá.
É o cuidado diário. A presença constante. O respeito pelo processo.
Sou um atleta amador, mas me preparo como um profissional dentro da minha realidade.
Porque não respeitar esse processo é se colocar em risco — de saúde, de frustração, de perder a chance de se tornar alguém melhor.
E uma vez que você vive esse ciclo, é difícil abrir mão dele.
Como um hábito que, em 21 dias, pode transformar sua vida… imagine o que um ciclo de maratona, com cinco vezes esse tempo, pode fazer por você.
E agora, me conta:
Qual hábito você gostaria de incluir na sua vida?
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Vamos juntos nessa jornada de sermos 1% melhores a cada dia.

